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Medo da escola: Conheça os principais motivos, sintomas e o que fazer para ajudar os alunos

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O  medo da escola é um sintoma muito comum nos estudantes e em alguns pais, especialmente os que vivem no Japão. Tal medo pode ocorrer por diversos motivos, sem trazer prejuízo na vida da criança, mas pode também ser patológico e prejudicar o desenvolvimento cognitivo e psicossocial do aluno. Vamos falar do assunto e dar algumas dicas aos pais:

DE ONDE VÊM OS MEDOS RELACIONADOS À ESCOLA?
De modo geral, o medo pode ser devido aos testes, notas, trabalho a entregar, professores rígidos, receio de desiludir os pais, os professores, de fazer novos amigos, de não ser aceito pelos colegas, de não ser escolhido para as atividades em grupo, ser vítima de chacota, ou não conseguir decorar as fórmulas matemáticas.
Medo também proporcionado pelos pais que com zelos excessivos fruto das dificuldades de se morar num país diferente (somado ao não entendimento do idioma), transmitem insegurança aos filhos.
Medos, enfim, de uma avaliação ou de uma dificuldade de desempenho e uma possível punição que pode vir de diversas formas e de diversas pessoas (pais, professores e colegas).
Tal agressão simbólica – quando não verdadeira e real –  em termos emocionais, podem gerar agressões em seus sistemas orgânicos. De um suor nas mãos fruto da ansiedade e do medo, o aluno passa, por exemplo, a sofrer de asma ou de vômitos.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO MEDO PATOLÓGICO?
Geralmente os sintomas são: diarreia, insônia, gaguez, apatia, falta de apetite, comportamentos agressivos, choro compulsivo, dores de cabeça, dor no estômago, crises de pesadelos noturnos constantes, comportamentos de regressão (volta a fazer xixi na calça, falar como bebê, etc.), irritabilidade exacerbada, medo constante de perder os familiares, diminuição do rendimento escolar, evita ir a certos lugares, sem motivo aparente, evita contato ou se esquiva de crianças na rua, nega-se a falar o idioma japonês depois da escola (no caso de alunos que vivem no Japão) demonstrando certo repúdio, asma, vômitos, entre outros sintomas menos frequentes.
Quando a criança ou o jovem consegue verbalizar os medos e seus motivos ela dá um passo para o tratamento, ajudando os seus cuidadores a ajudá-la com diversas ações. Mas, quando ela não verbaliza, tudo fica ainda mais difícil. Por isso, os pais precisam ficar atentos nos comportamentos e sintomas.

O QUE FAZER?
Fique atento aos comportamentos de seu filho e reconheça mudanças de padrão;
Mantenha diálogo com o filho, respondendo sempre às questões feitas por eles;
Não exerça muita pressão sobre seus rendimentos. O esforço deve ser mais valorizado do que o resultado em si. O resultado é consequência do esforço e busca de alternativas e respostas aos problemas;

Ofereça ajuda para as tarefas e estudos. Se não conseguir acompanhar as tarefas, busque um amigo ou profissional que dê suporte;
Permita que seus filhos explorem seus medos por meio das fantasias e brincadeiras. Entre no jogo com eles, perceba os conflitos e conversem sobre eles, dando apoio;

Mostre-se interessado pelo seu filho, acolhendo suas dores e medos. Não diminua seus sentimentos;

Busque ajuda na escola, trocando informações e traçando estratégias em conjunto;

Busque ajuda profissional: médicos, psicólogos, psicopedagogos, etc.

Seja paciente. Não há respostas e tratamentos únicos. Algumas crianças melhorarão rápido, outras de forma mais lenta;

Se os desafios na escola ultrapassarem os limites dos direitos humanos faça uma intervenção social, responsabilizando e exigindo posições das autoridades locais;

Em desafios relativos ao ciclo da vida apenas apoie e incentive o seu filho, de modo a tornar-se autoconfiante para superar as dificuldades;

Busque não transmitir suas inseguranças e medos aos filhos, lembrando que as crianças geralmente enfrentam os desafios de forma diferente e mais aberta do que os adultos. Elas são mais flexíveis e disponíveis à aprendizagem.

Confiem no potencial natural de adaptação de uma criança! Só depois de vê-la com dificuldades comece a se preocupar e a ajudar, se necessário!

Gambatte Kudasai!

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Redação IPC Digital
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