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Médico residente que fazia mais de 170 horas extras por mês se suicida e família recebe indenização

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Coletiva de imprensa onde foi confirmada a morte por excesso de trabalho

TÓQUIO – Um médico residente na área de ginecologia e obstetrícia de um hospital que fica em Tóquio, cometeu suicídio no ano passado devido ao excesso de horas extras.
A Delegacia de Inspeção de Normas Trabalhistas verificou que o médico fazia mais de 170 horas extras por mês e nos últimos seis meses, antes do suicídio, havia tirado apenas 5 dias de folga. O advogado que representa a família passou as informações na coletiva de imprensa que aconteceu ontem, dia 9.
O médico cometeu o suicídio em julho de 2016, tinha 30 anos e há 4 anos se formou em medicina mas entrou como residente neste hospital para aprimorar suas técnicas na área ginecológica. Ele fazia assistência em partos e cirurgias.

A Delegacia de Inspeção de Normas Trabalhistas anunciou no mês passado que a causa do suicídio foi por excesso de trabalho (karoshi) e confirmou o pagamento da indenização à família.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar admitiu que essa é uma questão que deve ser analisada e de extrema importância mas sabe que será difícil solucionar o problema em regiões onde faltam médicos.

Um representante da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Japão, disse que ficou espantado por esse tipo de caso acontecer em Tóquio, onde o número de médicos é suficiente. É uma situação chocante e deve ser solucionado rápido.

No ano passado, 4 médicos se suicidaram devido ao cansaço pelo excesso de horas extras.