Cidade inteligente japonesa

Cidade inteligente japonesa

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https://youtu.be/71KBf5Vvf70

TÓQUIO (IPC Digital) – Bancos que se transformam em fornos improvisados, esgotos que escondem banheiros e painéis solares que proporcionam eletricidade durante emergências – assim são as “cidades inteligentes” no Japão, um país sempre alerta perante os desastres naturais.

Os moradores da cidade de Fujisawa, 51 quilômetros ao sul da capital japonesa, veem como o terreno que era um complexo industrial da tecnológica Panasonic torna-se, pouco a pouco, uma área residencial infestada de casas-protótipo coroadas com painéis solares e ruas transitadas por veículos elétricos.

Entre as fileiras de casas, milimetricamente edificadas segundo a legislação do lugar, várias lonas cobrem o que em breve serão novas residências. Até agora, apenas 25% do projeto urbanístico foi construído, e ali moram unicamente 128 dos três mil inquilinos que o complexo espera abrigar.

Tudo na área está projetado para economizar energia, aproveitar a luz solar e deixar fluir a agradável brisa característica das dunas Shonan, que oferecem uma privilegiada vista do icônico monte Fuji quando o tempo ajuda.

Em 1961, a Panasonic, com sede em Osaka (centro do Japão), estabeleceu ali sua primeira fábrica no leste do país asiático. Quando em 2007 decidiu considerar um novo uso para o terreno, fez isso pensando em “contribuir para sociedade”.

Assim surgiu a “Fujisawa Sustainable Smart Town (SST)”, tomando como base os conceitos de uma “cidade inteligente”, sem esquecer as particularidades do Japão, que está situado sobre o chamado Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo que sacode o país asiático com relativa frequência.

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Os dois modelos residenciais disponíveis são construídos com “materiais resistentes a terremotos” e vêm “totalmente equipados” para consumir menos, o que encarece seu preço “entre 10% e 20% com relação às casas convencionais”, explicou Hiroyuki Morita, chefe da divisão Business Solution da Panasonic. Seu preço vai desde os 50 milhões de ienes (US$ 422 mil) da casa básica até os 110 milhões de ienes (US$ 928,5 mil) que custa para adquirir um modelo maior pensado para dar cobertura a várias gerações. Entre seu potencial poupador, destacam-se os painéis solares do telhado e as células complementares que geram eletricidade para poder usar luz e água quente.

Esta combinação permite que as famílias “não tenham que pagar para uma companhia elétrica, porque eles mesmos a produzem”.

De fato, se gerada em excedente, “podem vendê-la para ganhar dinheiro”, esclareceu a porta-voz da corporação Yayoi Watanabe, enquanto mostra os geradores situados na parte traseira de uma das casas.

As famílias podem ter acesso aos dados sobre o consumo e a produção através de um site próprio e da Smart TV que foram incorporadas às casas, nas quais, entre outras coisas, é possível ver as câmeras de segurança instaladas por todo o complexo.

O equipamento da Fujisawa SST vai além. A cidade está bem equipada para casos de emergência, e inclui elementos funcionais como bancos que se transformam em fornos e painéis solares comunitários que tanto residentes como vizinhos próximos ao lugar podem usar em caso de emergência.

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Oficialmente inaugurada em novembro do ano passado, pelas ruas desta “cidade sustentável” japonesa passaram mais de 900 visitantes, enquanto seu crescimento continua. Trata-se de uma das pelo menos 18 iniciativas de “smart city” que o setor privado impulsiona no Japão, e que se somam aos 14 projetos dependentes do Ministério da Economia japonês, que aplica seus planos nas cidades de Yokohama, Toyota, Keihanna (Kioto) e Kitakyushu (Fukuoka).