Chinesa grávida comete suicídio no hospital após ter pedido de cesariana negado

Chinesa grávida comete suicídio no hospital após ter pedido de cesariana negado

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Grávida pula da janela do quarto do quinto andar após ter pedido de cesariana negado

CHINA – As mídias chinesas divulgaram que no dia 31 de agosto, uma grávida pulou do 5º andar de um hospital que fica em Yulin, província de Shaanxi.

Segundo o hospital, a chinesa que cometeu suicídio se chamava Ma e estava internada aguardando o momento do parto. Como a cabeça da criança era muito grande para nascer de parto normal e começou a sentir muitas dores, optou por fazer cesariana. O hospital pediu para a família assinar um documento autorizando a realização da cesariana, por ser uma cirurgia, mas eles se recusaram a assinar. A grávida não aguentava mais as dores e acabou cometendo suicídio, pulando da janela do quarto. O hospital se defende dizendo que ela não morreu devido a erros médicos e não tem culpa do ocorrido.

Em contrapartida, o marido da grávida, Ien, negou a versão do hospital. Ele disse que avisou ao hospital que poderiam fazer a cesárea caso a esposa estivesse sentindo muita dor, mas o médico falou que não era necessário. O marido confirma que a culpa da morte da esposa é do hospital e não, da família.

Devido as diferentes declarações, o hospital divulgou as imagens das câmeras de segurança do hospital. Na imagem, mostra a grávida se ajoelhando em frente à família antes de pular pela janela. A cena indica que a chinesa estava implorando para a família liberar a realização da cesariana.
A família se defende e diz que é apenas uma imagem sem áudio e que a mulher estava ajoelhada por causa da dor.

Os hospitais da China costumam induzir o parto por cesariana para faturarem mais com as despesas da cirurgia e internação, aumentando o lucro.
Até alguns anos atrás, o número de cesarianas na China ultrapassava a média mundial. Em 2010, campanhas foram feitas e o número de partos normais aumentaram.

O depoimento da família apresenta algumas informações vagas, e apesar da morte da grávida, estão muito tranquilos. Na China, muitas famílias querem gastar o menos possível com o parto e preferem que o bebê nasça por parto normal,

Não foi informada como eram as condições financeiras da família, a relação entre eles e o estado mental da grávida.
Está sendo verificado se o hospital e a família estavam apenas preocupados com a vontade deles, deixando de lado o sofrimento da grávida.

O caso repercutiu no país e foi um dos assuntos mais comentados na internet. A maioria dos comentários acham que a família é culpada.