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Analista de Estratégia Militar diz que desafio será daqui a 18 meses quando Coreia do Norte terá desenvolvido mísseis capazes de atingir EUA

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A Coreia do Norte pleiteia que já tem capacidade para compactar um artefato nuclear de modo que caiba no interior de um míssil. É muito provável que seja verdade. Mas os norte-coreanos ainda não possuem mísseis de longa distância capazes de atingir o território principal (mainland) dos EUA.
O desafio vai ser daqui a 18 meses, quando a Coreia do Norte vai estar muito próximo de ter desenvolvido mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) armados com artefatos nucleares capazes de atingir os EUA. Essa situação pode realmente fazer com que os EUA tenham que realizar um ataque preventivo à Coreia do Norte.

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Quem diz isso é Malcolm Davis, Analista Senior em Estratégia de Defesa no Instituto de Política Estratégica da Austrália, em entrevista à SBS, a estatal australiana de radiodifusão, que opera 4 canais de TV e cinco estações de rádio.

“O ataque norte-americano terá que ser massivo”, diz o analista, “para evitar qualquer possibilidade de retaliação dos norte-coreanos”

 

“É possível que não possamos parar as pretensões da Coréia do Norte sem que tenhamos que iniciar uma guerra de grandes proporções na península. E nós temos que estar prontos para esta probabilidade”, diz.

Seul, que tem 25 milhões de habitantes, fica a apenas 50 km da fronteira norte-coreana

“Não há como saber como será o ataque americano à Coreia do Norte. Mas terá que ser um ataque massivo, para evitar qualquer possibilidade de retaliação dos norte-coreanos”, alerta o analista.”Eles têm centenas de lançadores móveis de mísseis de alcance curto e médio com capacidade para atingir a Coréia do Sul e o Japão.
Os mísseis norte-coreanos têm duas cidades globais, Seul e Tokyo, além de várias bases militares norte-americanas dentro do seu raio de ação”, analisa Malcolm.

“Seul, por exemplo, com sua população de 25 milhões de pessoas, fica a apenas 50 km da fronteira com a Coréia do Norte. Esse tipo de coisa é que os norte-coreanos colocam contra nós, para que pensemos duas vezes antes de considerarmos seriamente em puxar o gatilho”, conclui o analista australiano.