Professores haviam feito violência física ao aluno que se suicidou por bullying...

Professores haviam feito violência física ao aluno que se suicidou por bullying em Sendai

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No dia 26 de abril, um estudante do segundo ano ginasial, de 13 anos, suicidou-se jogando-se de um prédio de apartamentos na cidade de Sendai. O motivo do ato fora o bullying coletivo de seus colegas de sala.
Apesar de o menino ter respondido que estava sendo alvo de assédio moral e violências físicas dos seus colegas no questionário da escola sobre bullying, o professor não deu a atenção devida e nem a Comissão de Educação do Município havia admitido que o motivo do suicídio tivesse sido bullying.
Depois, com uma chamada de atenção do Ministério da Educação e Ciências, finalmente a Escola e a Comissão de Educação da cidade passaram a admitir que a causa do suicídio havia de fato, sido bullying.

Mas talvez, o motivo do suicídio do menino de 13 anos não tenha sido “apenas” bullying dos seus colegas. No dia 19 de maio, a Comissão de Educação de Sendai reportou à Câmara dos Vereadores da cidade que pelo menos dois professores da Escola onde o menino estudava, haviam cometido violência física contra ele.

Os próprios professores da Escola tentaram esconder a realidade da prática de bullying de seus alunos e professores

Uma das violências físicas dos professores aconteceu em janeiro do ano passado: um professor havia colado fita gomada na boca do menino, por ele “não se calar” durante a aula.
A segunda violência aconteceu no dia anterior ao suicídio: Um professor deu um “cascudo” na cabeça do menino por que estava dormindo em sala de aula.

As violências físicas dos professores só vieram à tona quando, no dia 18 de maio, o pai do menino entrou em contato com o diretor da escola sobre os castigos físicos que seu filho teria recebido de dois  professores da escola.
O diretor checou com os professores e eles admitiram que tinham cometido os castigos físicos ao menino antes do suicídio.

A Escola realizou um novo questionário a todos os alunos sobre bullying que o menino teria sofrido antes do ato dramático. Através do questionário, a Escola pôde descobrir que tinha havido pelo menos oito casos de bullying contra o aluno. Mas segundo consta, a Escola não tinha conhecimento do bullying cometido pelos próprios professores.