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Macron e Le Pen vão para o segundo turno das eleições presidenciais na França, que pode definir o futuro da Europa

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Depois de uma campanha inédita na História da França, Emmanuel Macron, do movimento “Em Marcha” (em primeiro lugar, com 23,86% dos votos), e Marine Le Pen, do partido de extrema direita “Frente Nacional” (em segundo, com 21,43% dos votos) vão para o segundo turno das eleições presidenciais francesa, que será realizado no dia 7 de maio próximo.

Macron vs Le Pen. O segundo turno das eleições presidenciais na França vai definir o futuro da Europa. Se der Le Pen, pode ser o início do fim da União Européia

A eleição presidencial de 2017 está sendo inédita por não ter nenhum dos dois tradicionais partidos que vêm se revezando no poder na França, no segundo turno das eleições: a Centro-Direita (Partido Republicano – 19,94%) e a Centro-Esquerda (partido Socialista – 19,62%), ambos com pouco menos de 20% dos votos.

Emmanuel Macron tem o apoio dos Socialistas e dos Republicanos e será provavelmente o próximo presidente da França

É muito provável que o vencedor do segundo turno seja o neo-liberal Emmanual Macron, de apenas 39 anos, que acabou de fundar o seu movimento no ano passado, que segundo ele, não é nem de direita, nem de esquerda, mas quer as melhores partes das duas tendências políticas.

Ele é a favor de a França permanecer na União Européia e quer implementar reformas para modernizar a economia francesa. Os dois candidatos que foram eliminados no primeiro turno, tanto o republicano François Fillon, quanto o socialista Jean-Luc Mélenchon declararam o seu apoio a Macron.

Marine Le Pen tem o apoio irrestrito de Donald Trump

O partido de extrema-direita, Frente Nacional, de Marine Le Pen, não participa de um segundo turno das eleições presidenciais desde 2002. Le Pen quer a França fora da União Européia, além de restringir a entrada de imigrantes no País, dando ênfase à segurança. Ela conta com apoio irrestrito do presidente norte-americano Donald Trump.

Le Pen tem crescido nos últimos meses da campanha graças aos constantes atentados na França e à recente tendência de crescimento das correntes conservadoras no mundo. Se acontecer de ela vencer o segundo turno e se tornar a presidente da França, a União Européia estará irremediavlemente ameaçada.

O mercado, com medo que Le Pen vencesse já no primeiro turno, conquistando a maioria absoluta, concentrou os seus investimentos no iene, moeda relativamente mais estável. Mas agora, com a possibilidade de Macron ser eleito presidente da França se delineando com mais definição, a moeda japonesa registrou uma queda considerável em relação ao dólar e ao euro.